Instituto Carlos Roberto Hansen 1.3

História de Vida

Carlos Roberto Hansen sempre teve uma visão muito humana de sua missão na Tigre e na sociedade. Defensor da administração participativa, compartilhando decisões, trabalhava para tornar a empresa ainda mais competitiva, ao mesmo tempo em que ampliava e fortalecia os laços pessoais com seus semelhantes, fossem eles colaboradores ou não do Grupo que liderava. Valorizou a emoção, alimentou o afeto e deu sentido pleno a expressões hoje correntes como solidariedade e atenção ao próximo.

São várias as histórias de Cau, como era conhecido. Histórias que incluem pessoas e instituições apoiadas por ele, de forma discreta, quase secreta mesmo, tanto que só vieram à tona depois que sua vida foi abreviada em um acidente aéreo, em 1994. Carlos Roberto Hansen não perdia a oportunidade de ajudar as pessoas e essa filosofia acabou por se estabelecer dentro do Grupo que dirigiu de forma intensa, integral e destacada.

“As pessoas não se tornam grandes por fazerem grandes coisas. As pessoas fazem grandes coisas porque são grandes"
Cau Hansen

Paixão pelo esporte

Apaixonado por futebol, foi um craque dos bastidores, levando o Joinville Esporte Clube (JEC) a viver seus anos de glória sob o patrocínio da “Tigre de Cau Hansen”.

Foi um dos maiores incentivadores da equipe, colaborando para a sua melhor fase, quando o JEC foi dez vezes campeão estadual.

Cau nasceu em 1951. Formado em Administração de Empresas, estudou no Brasil e Estados Unidos. Assumiu seu primeiro cargo na diretoria da Tigre em 1975. Oito anos depois, passou a comandar toda a Companhia.

Falecido em 1994, deixou a esposa Rosane Fausto Hansen e os filhos Felipe, Carolina e Cristiane.

Líder de grande carisma e envolvimento comunitário, foi homenageado pelo governador Luiz Henrique da Silveira (então prefeito), que em 1997 deu o carinhoso apelido de Carlos Roberto Roberto Hansen para a sua grande obra em Joinville, o Centreventos Cau Hansen.

Personalidade do ano

No cenário empresarial, foi membro do CEAL - Conselho de Empresários da América Latina, do Conselho de Política Industrial de Santa Catarina, órgão da Federação das Indústrias, e conselheiro da Associação Comercial e Industrial de Joinville.

O papel de destaque que Cau Hansen exerceu no país lhe valeu o prêmio "Personalidade do Ano" em 1993, conferido pela Anamaco - Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção.

Também foi apontado como líder empresarial do Setor de Plásticos e borrachas pela revista Balanço Anual, da Gazeta Mercantil e, no mesmo ano, como Líder Empresarial pela revista Brasil em Exame.

Com relevantes serviços prestados à comunidade, conduzidos de forma discreta, Carlos Roberto Hansen consolidou a imagem de líder carismático e criativo, cuja marca pessoal estará sempre presente no Grupo Tigre e em sua cidade.

Cau, um líder Carismático

Carlos Roberto Hansen viveu desde cedo no universo das empresas do Grupo Tigre. Ingressou oficialmente no Grupo em 1972. Estagiou em vários setores e também em suas subsidiárias, convivendo com os colaboradores e colocando em prática todos os ensinamentos recebidos do seu pai.

Assumiu seu primeiro cargo na diretoria em 1975, na Rodotigre (transportadora do Grupo, hoje extinta). Na Cia. Hansen Industrial, atual Tigre Participações S/A, foi nomeado diretor em 1977, vice-presidente em 1979 e presidente em 1991. No Conselho de Administração, foi conselheiro desde 1986, assumindo a presidência do Conselho em 22 de outubro de 1991, quando João Hansen Júnior decidiu afastar-se definitivamente dos negócios.

Mas foi na administração da Tubos e Conexões Tigre, onde assumiu a presidência em 30 de agosto de 1983, que Carlos Roberto, mantendo a mesma visão humanística de seu pai, desenvolveu todo o seu talento de líder empresarial. Adepto de um estilo de administração participativo, vinha coordenando pessoalmente o plano estratégico de modernização da empresa. O objetivo era tornar a Tigre mais competitiva, elevando seus níveis de qualidade e produtividade.